Voleibol

Fique de Olho Nestes 4 Talentosos Jogadores de Voleibol

Aqui ficam quatro jogadores internacionais de voleibol que se têm destacado nos últimos tempos. Se é fã da modalidade, fique de olho neles.

Wallace, Brasil

Wallace contribui grandemente para elevar o nível da seleção brasileira de voleibol. O atleta de 29 anos é especialmente conhecido pela intensidade dos seus golpes, que obrigam a equipa adversária e empregar toda a sua concentração. Um verdadeiro mestre dos bloqueios, Wallace representa um trunfo ofensivo valioso.

O jogador fez parte da formação que se sagrou campeã olímpica nos jogos do Rio de Janeiro em 2016. Jogou pela equipa do Sada Cruzeiro, na qual foi tricampeão do campeonato brasileiro. Atualmente, coloca os seus talentos ao serviço do Taubaté.

No que toca a títulos individuais, Wallace foi considerado o melhor atacante oposto dos Jogos Olímpicos do Rio e do Campeonato Mundial, ambas as distinções alcançadas em 2016.

Earvin N´Gapeth, França

Sempre que o francês Earvin N´Gapeth, de 26 anos, pisa o campo, o espetáculo é garantido. N´Gapeth é um dos melhores ponteiros a nível mundial. É um dos jogadores com a melhor preparação física no voleibol atual, e sabe bem como explorá-la.

N´Gapeth foi parte integrante do plantel que garantiu à França a conquista do Campeonato Mundial. Para além disso, foi eleito não só como o melhor ponteiro, mas também como o melhor jogador da competição.

Em 2019, junto com os colegas do clube italiano do Modena, conseguiu reclamar o troféu do campeonato nacional. A nível individual, foi considerado o melhor atleta da liga de Itália, uma das mais exigentes em todo o voleibol mundial.

Ivan Zaytsev, Itália

Ivan Zaytsev é um jogador italiano de ascendência russa. O talento para o desporto está profundamente arraigado nos seus genes. O pai representou a seleção russa também em voleibol, e a mãe foi uma nadadora de competição.

Ivan Zaytsev é um dos jogadores mais versáteis e completos do voleibol internacional. É extremamente competente e perigoso, quer como ponteiro, quer como oposto.

O jogador detém o recorde do serviço mais forte na história do voleibol olímpico. Nos jogos do Brasil, em 2016, serviu a uma velocidade de 127 quilómetros por hora. É verdade, leu bem.

No seu currículo, Zaytsev acumula, entre outros títulos, duas medalhas de prata internacionais conseguidas ao lado da seleção italiana. Continua a jogar em Itália, agora pelo Perugia.

Matthew Anderson, EUA

Após o triunfo olímpico nos jogos de Pequim, em 2008, Anderson passou a liderar a seleção americana de voleibol. Os sucessos não têm sido escassos. A seleção conquistou, desde então, mais dois troféus internacionais. Em 2015, Matthew Anderson foi considerado o melhor jogador da Copa do Mundo.

Com 30 anos e mais de dois metros, Anderson é um atleta intenso, tático e consistente, quer jogue no ataque ou na defesa. Hoje, serve o Zenit Kazan, da Rússia.

Estes quatro ícones do voleibol elevam a modalidade a novas alturas!

Gerações Encontram-se para Celebrar o Regresso da Equipa Benfiquista de Voleibol Feminino

O Sport Lisboa e Benfica, alinhando-se com a sua política de diversidade, apostou, mais uma vez, no desporto feminino. O clube vai voltar a contar com uma equipa feminina na modalidade de voleibol. Nuno Brites foi encarregue de servir como treinador.

Para marcar o começo de uma nova era, algumas das jogadoras da geração mais icónica do voleibol feminino em Portugal reuniram-se com o novo plantel de jovens talentosas que irá representar as águias.

Madalena Canha, Margarida Leite, Teresa Fernandes e Zé Maia estiveram à conversa com as novas apostas da modalidade, numa autêntica troca de histórias e experiências entre gerações.

As quatro ex-atletas fizeram parte da histórica formação conhecida como “as Marias do Benfica”, que conquistou nove campeonatos nacionais de voleibol consecutivos entre as temporadas de 1966/67 e 1974/75.

As Marias do Benfica

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Em 1951, foi inaugurada a secção feminina de voleibol do Sport Lisboa e Benfica. Ao longo da década seguinte, a equipa e os treinadores foram ganhando capacidade física, técnica e competitiva. O objetivo era estruturar uma equipa campeã, o que veio a concretizar-se de forma bem mais gloriosa do que se antecipava.

 

Na época de 1963/64, deu-se a conquista do primeiro título, o Campeonato de Lisboa. Na altura, o então treinador Graciano Ferreira, que orientava o plantel há 11 anos e foi uma parte imprescindível do progresso das jogadoras, dizia acreditar que o grupo estava finalmente equipado com as armas necessárias para derrotar qualquer oponente.

 

Na temporada de 1966/67, depois de duas épocas em que os títulos lhes escaparam, as encarnadas iniciaram um ciclo lendário de triunfos nacionais. A hegemonia das benfiquistas em relação às adversárias era absolutamente inquestionável. Nessa temporada, perderam somente uma partida.

 

As Marias do Benfica, designação carinhosa que, entretanto, ganharam devido a várias das atletas terem o nome “Maria”, reclamaram todos os oito campeonatos seguintes, somando assim nove títulos nacionais consecutivos. Como se não bastasse, em 1972/73 e 1973/74, as águias venceram as duas primeiras edições da Taça de Portugal de voleibol feminino.

Não nos esqueçamos de que, à época, construir uma carreira assente exclusivamente no desporto era difícil, tanto para os homens, como, mais ainda, para as mulheres. Os atletas viam-se obrigados a conjugar o seu sonho com outras atividades laborais.

Das Marias do Benfica faziam parte médicas, professoras e profissionais das áreas das ciências e das letras. Algumas delas eram casadas e tinham filhos. Sendo assim, é ainda mais notório o tempo e o esforço que estas mulheres dedicavam à sua equipa, sem descurar os seus empregos e a sua vida familiar.

Não há dúvidas de que o excelente exemplo destas atletas é uma poderosa força motivadora para a nova equipa sénior de voleibol feminino do Benfica.

Para recomeçar, a formação lisboeta vai competir no terceiro escalão do país. A meta é subir rapidamente à segunda divisão.