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Conheça a História de João Carvalho, o Lutador de MMA que Morreu Após um Combate

O português João Carvalho, lutador de artes marciais mistas que tinha a alcunha de “Rafeiro”, morreu após um evento em Dublin, na Irlanda. O combate aparentou ser nada mais do que uma luta completamente normal.

Segundo os amigos e colegas, os quais treinavam com João Carvalho no ginásio lisboeta para os membros da Nóbrega Team, a causa da morte do lutador não se deve a um espancamento.

Estão cientes de que João era um atleta extremamente apto e treinado para resistir aos combates. Para eles, o árbitro agiu apropriadamente. Não houve qualquer razão que justificasse que o duelo fosse interrompido.

No entanto, como é comum ocorrer no mundo online, os comentários desinformados e desagradáveis acumularam-se após o anúncio da morte de João “Rafeiro”. Muitos utilizadores simplesmente assumem que as artes marciais mistas são um desporto altamente perigoso e que os seus praticantes são bandidos e delinquentes.

Essa é uma das principais razões pelas quais a grande maioria dos lutadores e de outros profissionais do mundo do MMA decidiu não prestar declarações acerca da triste notícia.

A Comissão Atlética Portuguesa de MMA, o organismo que regula e promove a prática da modalidade em Portugal, entende perfeitamente essa atitude. Mas os seus membros consideram que é a sua obrigação combater a ignorância que ainda faz pairar um sentimento de desconfiança sobre o desporto.

O combate em que João Carvalho, de 28 anos, participou na capital irlandesa, foi o seu primeiro e, infelizmente, último a nível internacional. O jovem talento praticava MMA há já uma década.

Nos meses que precederam o evento, o português treinou sete dias por semana, passando mais tempo no ginásio do que na própria casa. João Carvalho e os treinadores estudaram ao mínimo detalhe o estilo, as técnicas e os padrões do lutador adversário, o irlandês Charlie Ward, que acabou por vencer o confronto.

João deixou dois filhos, um de doze e um de sete anos. Quem o conhecia, sabia muito bem que de rafeiro tinha somente a sua alcunha no mundo do MMA, pois não havia nada de comum ou inferior na sua personalidade e no seu trabalho.

A opinião consensual é que João “Rafeiro” era, desde rapaz, um jovem exemplar e respeitador, cuja alegria radiante contagiava quem quer que estivesse na sua presença. Como atleta, era correto, disciplinado e zeloso. Afinal, a sua maior ambição era a de alcançar uma carreira mundial nas artes marciais mistas.

Dito de forma simples, isto é que os amigos, familiares e colegas desejam que fique na memória do público: João Carvalho era um verdadeiro guerreiro. E até à sua morte, nunca deixou de o ser.

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O Guia para Saber Mais Sobre o Mundo das Artes Marciais Mistas

As artes marciais mistas, conhecidas pela sigla em inglês MMA, estão a ganhar cada vez mais expressão no mundo do desporto português. Ao mesmo tempo, cada vez mais lutadores portugueses estão a firmar a sua posição nos escalões mundiais da modalidade.

Mas, afinal, o que são, concretamente, as artes marciais mistas? Siga o nosso guia para ficar a par.

A história e as características da modalidade de MMA

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As artes marciais mistas são o desporto de combate que, nos últimos anos, tem registado o maior crescimento a nível global. A modalidade inclui diferentes estilos e golpes de luta, quer em pé, quer no chão. Dito de forma simples, o MMA é uma junção de artes marciais e luta livre.

É verificado o uso de técnicas oriundas de diversos desportos, nomeadamente o karaté, o boxe, o judo, o muay-thai e o jiu jitsu. A história da evolução do MMA começa no Brasil, a partir de um desporto de combate designado como vale tudo.

No vale tudo, são usadas imensas técnicas das artes marciais, ao passo que o conjunto de regras para os duelos é muito reduzido. O único objetivo que deve ser assegurado é a preservação da integridade física de cada lutador.

Em 1993, surge o UFC (Ultimate Fighting Championship), conhecido por alguns nos países de língua portuguesa como Campeonato de Luta de Elite. Na altura, um comentador televisivo usou o termo “artes marciais mistas” para descrever o primeiro evento do campeonato.

Na verdade, a UFC decidiu misturar diferentes estilos de luta, numa tentativa de combater o crescente desinteresse das audiências, verificado então, pelos eventos de wrestling, sem emoção e demasiadamente programados. A componente de artes marciais foi assim introduzida nas lutas americanas.

O termo “artes marciais mistas” foi-se espalhando pelos Estados Unidos e começou a ser amplamente usado pelos fãs. Dado isso, alguns membros da estrutura da UFC sugeriram a sua utilização nos eventos do campeonato.

Em agosto de 1996, no Mississippi, ocorreu o primeiro combate oficialmente designado como MMA. Foi implementado um novo conjunto de normas, amplamente inspirado nas regras do kickboxing.

A organização que supervisiona o Ultimate Fighting Championship continua a ser a maior e mais relevante empresa promotora do MMA, tendo sob a sua alçada os mais icónicos lutadores do mundo. A cada ano, a UFC organiza aproximadamente quatro dezenas de eventos, não só nos Estados Unidos, mas ao redor do globo.

Organizações reguladoras

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A nível internacional, o MMA é regulado pela IMMAF, sigla em inglês para Federação Internacional das Artes Marciais Mistas. O organismo é sediado na capital sueca de Estocolmo.

Em Portugal, compete à Comissão Atlética Portuguesa de MMA regular, organizar e promover a prática da modalidade.

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Cada Vez Mais Lutadores Portugueses Estão a Chegar ao Bellator MMA

O Bellator MMA é uma prestigiada organização americana da modalidade conhecida em português como artes marciais mistas. É a segunda maior dos Estados Unidos e está localizada em Newport Beach, na Califórnia. O Bellator organiza diversos eventos e torneios. Adequadamente, o termo que dá nome à organização é latim para “guerreiro”.

E a verdade é que o ringue, ou cage, do Bellator MMA está a ficar cada vez mais português. Não é só no turismo e no empreendedorismo que a influência de Portugal está a crescer exponencialmente.

Nos últimos anos, o desporto luso tem vivido um período de reflorescimento, assente no talento e na capacidade de trabalho dos nossos atletas. E a modalidade de MMA é um ótimo exemplo dessa realidade.

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O Bellator MMA é a principal montra dos promissores lutadores portugueses. Além do fantástico Pedro Carvalho, que continua a firmar o seu bem merecido lugar na modalidade, não podemos esquecer-nos do regresso de André Fialho, que em outubro arrecadou mais uma importante vitória no Bellator.

Os meses e anos anteriores ao seu retorno ao ringue no último trimestre do ano passado não foram fáceis para André Fialho.

Entre 2017 e 2018, Fialho lutou não contra outros guerreiros, mas sim contra as suas lesões. O português sofreu ferimentos substanciais na costela, na clavícula, na mão e no joelho.

Segundo palavras do próprio, foi um período horrível. O lutador admitiu ainda que até mesmo a sua saúde mental não se encontrava tão estava quanto gostaria. No entanto, André Fialho conseguiu dar a volta por cima e está agora pronto para competir melhor e com mais frequência.

No seu regresso a 12 de outubro de 2018, defrontou Javier Torres, de 33 anos, e saiu triunfante. A sua performance impressionante mostrou que está totalmente recuperado das lesões que, não há muito tempo, eram incapacitantes.

Depois de três rounds, cada um de cinco minutos, o júri decidiu, ainda que não unanimemente, pela vitória do jovem português. E de facto, André Fialho é bem mais jovem do que o oponente que teve de combater.

Tem 24 anos e é oriundo da cidade lisboeta. Atualmente, mora no sul do estado americano da Flórida, onde treina ao lado de autênticas máquinas do MMA. Filho acredita que apenas agora está a tornar-se um verdadeiro profissional, com um plano adequado de nutrição e treino.

Mesmo que seja assim que o jovem se sente, nada pode negar o facto de que já acumula dez vitórias na sua carreira. O seu grande sonho é tornar-se campeão mundial de MMA em duas categorias.

Recentemente, Domingos Barros foi incluído no grupo de portugueses contratados pelo Bellator MMA. Temos mais um orgulho nacional para acompanhar.